Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

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"Há uma força motriz dentro todo o ser humano que uma vez, desencadeada, pode tornar qualquer visão, sonho ou desejo em realidade" - Anthony Robbins


O Buda Dourado

Em 1957, um grupo de monges tibetanos foi informados que uma estrada que estava a ser construída teria de passar pelo local onde o santuário pelo qual eram responsáveis estava actualmente localizado. O santuário, composto por um enorme Buda em barro, teria que ser transferido. Acordos foram feitos e o dia de deslocar o Buda chegou. O santuário do Buda, protegido por uma cobertura para mantê-lo seguro, foi preparado para a sua viagem. Uma enorme grua começou a elevar o Buda de barro. O Buda, ao ser içado do pedestal onde repousava, começou a rachar. Era muito mais pesado do que todos os engenheiros haviam estimado. O monge que supervisionava a movimentação Buda chama freneticamente o operador da grua, e pede-lhe para trazer o Buda para baixo. Rapidamente, e após o alerta o operador do guindaste pouso cuidadosamente o Buda no terreno. Os monges e os engenheiros ao examinarem o Buda encontraram várias fissuras de dimensão considerável. Uma grua maior seria necessária. Grua essa que só seria trazida no próximo dia. O Buda teria que passar a noite na sua actual localização. Para piorar, aproximava-se uma enorme tempestade.

Os monges cobriram o Buda com oleados presos em postes na tentativa de mantê-lo a seco durante a noite. Tudo parecia estar bem. Durante a noite, o monge superior acordou e decidiu verificar o Buda. Com uma lanterna, o monge cuidadosamente verificou a condição de Buda. Como ele andou em torno da figura de barro verificou um enorme brilhar que a sua luz reflectia sobre as fendas, algo que capturou de imediato o seu olhar. Voltou ao local onde tinha acabado ver o brilho reflectido a sua luz. Espreitou cuidadosa e intensamente para a fissura. O que viu ele não entendeu. Precisava de ver ainda mais. Voltou aos seus aposentos, encontrou aí um cinzel e um martelo e voltou para o Buda. Começou cuidadosamente a perfurar o barro em torno da fissura. Ao fazê-lo a racha abriu, e ele não podia acreditar no que os seus olhos viam. Correu a acordar os outros monges e deu instruções para que cada um trouxesse consigo martelo e cinzel. Á luz da lanterna os monges cuidadosamente retiraram todo o barro do Buda. Depois de horas, a esculpirem o barro, os monges recuaram e observaram estupefactos e em reverência… à vista, perante eles estava um sólido Buda de OURO.

Quando a equipa chegou mais tarde nessa manhã para concluir o trabalho de deslocar o Buda para o seu novo local, houve muita confusão e emoção. Para onde tinha ido o Buda de barro? De onde tinha vindo o Buda Dourado? Os monges explicaram. Historiadores foram chamados e a investigação foi iniciada para descobrir a origem do Buda Dourado.

Após muita investigação, as peças da história foram colocados juntas. Vários séculos antes o Buda Dourado estava carinhosamente à responsabilidade de um grupo de monges. Estes monges receberam a palavra que o exército Birmanês dirigia-se em sua direcção. Preocupados que o exército poderia invadir e saquear o santuário do seu Buda Dourado, os monges cobriram o seu Buda com 8 a 12 centímetros de argila. Quando eles terminaram o Buda Dourado parecia agora ser um Buda de barro. Os invasores do exército Birmanês, certamente não teriam interesse. Os monges estavam correctos. Os invasores não tiveram qualquer interesse no Buda. Ainda assim, mataram todos os monges antes de seguir em frente. O Buda Dourado perdeu-se assim na história até 1957.

Existe um Buda dourado no interior de cada um de nós. Escondido e coberto com camadas e camadas de barro. Começamos a nossa vida como um verdadeiro Buda Dourado. Depois o nosso verdadeiro EU é colocado numa prateleira e vemo-nos envolvidos no jogo da sobrevivência. Cada um de nós começa a perder a nossa verdadeira identidade e perdemos de vista os dons de cada um tem para oferecer.

A história do Buda Dourado dá-nos ferramentas que podemos usar todos os dias - a lanterna, o cinzel e o martelo. A lanterna representa o poder de nossa visão individual. O cinzel representa o poder do nosso nível individual de responsabilidade. O martelo representa o poder do nosso sentido individual de equipa que irá guiar cada um de nós ao caminho do sucesso. A equipa que cada um de nós tem disponível para si, são as pessoas que sabemos que incondicionalmente estão lá para nós - os nossos VERDADEIROS Amigos e Familiares.

(Adaptado de “Chicken Soup For The Soul”, Jack Canfield & Mak Victor Hansen)
publicado por lifecoaching às 00:00
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Jorge Coutinho

Results Coach e Neurostrategist, Practitioner em PNL, Hipnoterapia e Time Line Therapy e Master Trainer em Coaching. É Membro da comunidade Anthony Robbins sendo actualmente o primeiro e único Senior Leader desta organização em Portugal. Instrutor de Firewalking.
Membro do ICF (International Coach Federation). Criador do Workshop de Desenvolvimento Pessoal “SIM, TU Podes!”.
Licenciado em Gestão com Pós-Graduação em Sales Management. Co-Fundador e Partner da BeCoach, empresa de Business Coaching que actua na área de Coaching de executivos e alta performance em liderança empresarial.
Como lema de vida adoptou para si a frase de um dos seus ídolos: Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo,mas podemos sempre recomeçar e fazer um novo final.Ayrton Senna


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