Terça-feira, 8 de Março de 2011

O Tesouro de Bresa . new smile, new life 150

"Não existe um caminho para a Felicidade. A Felicidade é o caminho." Mahatma Gandhi

 

O Alfaite e o Tesouro de Bresa

 

 

Conta-se que houve, outrora, na Babilônia - a famosa cidade dos Jardins Suspensos - um pobre e modesto Alfaiate, chamado Enedim. Homem inteligente e trabalhador, que, por suas boas qualidades e amor no coração, era muito querido no bairro em que morava. Enedim passava o dia inteiro, de manhã à noite, cortando, costurando e preparando as roupas de seus numerosos fregueses, e, embora, muito pobre, não perdia a esperança de vir a ser muito rico, senhor de muitos Palácios e grandes tesouros. 


     Como conquistar, porém, essa tão ambicionada riqueza? - pensava o mísero alfaiate, passando e repassando a agulha grossa de seu ofício - Como descobrir um desses famosos tesouros que se acham escondidos na terra ou perdidos nas profundezas do mar? Ouvira contar, em palestra com estrangeiros vindos do Egito, da Síria e da Grécia, histórias prodigiosas de aventureiros que haviam topado com cavernas imensas, cheias de ouro... Grutas profundas crivadas de brilhantes... Caixas pesadíssimas a transbordar de pérolas. E não poderia ele, à semelhança desses aventureiros felizes, descobrir um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, de um momento para o outro, o homem mais rico daquelas terras? Ah! Se tal coisa acontecesse, ele seria, então, senhor de um imenso e magnífico palácio... Teria numerosos escravos e, todas as tardes, num grande carro de ouro, tirado por mansos leões, passearia, de seu vagar, sobre as muralhas da Babilônia, cortejando amistosamente os Príncipes ilustres da casa Real. 

     Assim meditava o bondoso Enedim, divagando por tão longínquas riquezas, quando lhe parou à porta da casa um velho mercador da Grécia, que vendia tapetes, imagens, pedras coloridas e uma infinidade de outros objetos extravagantes tão apreciados pelos Babilônios. Por mera curiosidade, começou Enedim a examinar as bugigangas que o vendedor lhe oferecia, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, passando as mãos ásperas pelas barbas que lhe caiam sobre o peito, e custava apenas três dinares. Três dinares. Era muito dinheiro para o pobre alfaiate. Para possuir um objeto tão curioso e raro, Enedim seria capaz de gastar até os dois últimos dinares que possuía. 

     - Está bem - concordou o mercador - fica-lhe o livro por dois dinares, mas esteja certo de que lhe foi de graça! 

     Afastou-se o vendedor e Enedim tratou, sem demora, de examinar cuidadosamente a preciosidade que havia adquirido. Qual não foi a sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda, escrita em complicados caracteres caldaicos: "O segredo do tesouro de Bresa". Por Deus! Aquele livro maravilhoso, cheio de mistério, ensinava, com certeza, onde se encontrava algum tesouro fabuloso! O TESOURO DE BRESA! Mas, que tesouro seria esse? Enedim recordava-se vagamente, de já ter ouvido qualquer referência a ele. Mas quando? Onde? E com o coração a bater descompassadamente, decifrou ainda: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha a encontrá-lo". 

     Harbatol? Que montanhas seriam essas que encerravam todo o ouro fabuloso de um gênio? E o esforçado alfaiate, dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, e ver se atinava, custasse o que custasse, com o segredo de Bresa, para apoderar-se do tesouro imenso que o capricho de seu possuidor fizera enterrar nalguma gruta perdida entre as montanhas. As primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos. Enedim foi obrigado a estudar os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas, o complicado idioma dos judeus. 

     Ao fim de três anos, deixava Enedim a antiga profissão de alfaiate, e passava a ser o intérprete do Rei, pois na cidade não havia quem soubesse tantos idiomas estrangeiros. O cargo de intérprete do Rei era bem rendoso. Ganhava Enedim, cem dinares por dia; ademais morava numa grande casa, tinha muitos criados e todos os nobres da corte o saudavam respeitosamente. 

     Não desistiu, porém, o esforçado Enedim, de descobrir o grande mistério de Bresa. Continuando a ler o livro encantado, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. E, a fim de ir compreendendo o que lia, foi obrigado a estudar Matemática com calculistas da cidade, tornando-se, ao cabo de pouco tempo, grande conhecedor das complicadas transformações aritméticas. Graças a esses novos conhecimentos adquiridos, pode Enedim calcular, desenhar e construir uma grande ponte sobre o Eufrates; esse trabalho agradou tanto ao Rei, que o monarca resolveu nomear Enedim para exercer o cargo de Prefeito. O amigo e humilde alfaiate passava, assim, a ser um dos homens mais notáveis da cidade. Ativo e sempre empenhado em desvendar o segredo do tal livro, foi compelido a estudar profundamente as leis, os princípios religiosos de seu país e os do povo caldeu; com o auxilio desses novos conhecimentos, conseguiu Enedim dirimir uma velha pendência entre os doutores. 

     - É um grande homem o Enedim! - declarou o Rei quando soube do fato - Vou nomeá-lo Primeiro Ministro. E assim fez. Foi o nosso esforçado herói, ocupar o elevado cargo de Primeiro Ministro. 

     Vivia, então, num suntuoso palácio, perto do jardim Real, tinha muitos criados e recebia visitas dos príncipes mais poderosos do mundo. Graças ao trabalho e ao grande saber de Enedim, o reino progrediu rapidamente e a cidade ficou repleta de estrangeiros; ergueram-se grandes palácios, várias estradas se construíram para ligar Babilônia às cidades vizinhas. Enedim era o homem mais notável do seu tempo. Ganhava diariamente mais de mil moedas de ouro, e tinha em seu palácio de mármore e pedrarias, caixas cheias de jóias riquíssimas, e de pérolas de valor incalculável. Mas - coisa interessante! - Enedim não conhecia ainda o segredo do livro de Bresa, embora lhe tivesse lido e relido todas as páginas! Como poderia penetrar naquele mistério? 

     E um dia, cavaqueando com um venerando sacerdote, teve a ocasião de referir-se à incógnita que o atormentava. Riu-se o bom religioso, ao ouvir a ingênua confissão do grande vizir, e, afeito a decifrar os maiores enigmas da vida, assim falou: 

     - "O tesouro de Bresa já está em vosso poder, meu senhor. Graças ao livro misterioso é que adquiristes um grande saber, e esse saber vos proporcionou os invejáveis bens que já possuis". Bresa significa "saber". Harbatol quer dizer "trabalho". Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros maiores do que os que se ocultam no seio da terra ou sob os abismos do mar! 

     Tinha razão o esclarecido sacerdote. Bresa, o gênio, guarda realmente um tesouro valiosíssimo, que qualquer pessoa, esforçada e inteligente pode conseguir; essa riqueza prodigiosa não se acha, porém perdida no seio da terra nem nas profundezas dos mares; Encontra-la-eis, sim, nos bons livros, nos estudos, na dedicação ao trabalho, que proporcionando saber às pessoas, abrem, para aqueles que se dedicam, as portas maravilhosas de mil tesouros encantados!


Autor Desconhecido

 

 

my vision for a new life

 

 

Buscamos todos o SUCESSO, o que quer que sucesso signifique para cada um de nós.

 

O sucesso é considerado por muitos de nós um Tesouro algo que buscamos por vezes uma VIDA inteira... e quando o obtemos perguntamo-nos: "afinal era isto?" E nesse momento muitas vezes olhando para trás tomamos consciência de tudo o que perdemos para obter o tal Sucesso, o "era só isto".

 

Na minha percepção o nosso verdadeiro Tesouro, o nosso verdadeiro Sucesso está em encontramos o verdadeiro EU e em saborear o caminho dessa descoberta viver a felicidade que é descobrimo-nos. Essa descoberta por vezes não é fácil, traz tropeços e quedas, traz dor, mas no final quando olharmos para trás vão ser esses momentos que mais vamos valorizar pois foram esses mesmos momentos que nos trouxeram maior crescimento, mais aprendizagem e um outro e melhor estado de consciência.

 

Procura o teu EU, preserva a tua originalidade e a tua UNICIDADE. Para isso reserva tempo para ti... Para leres, para caminhares na natureza, à beira mar, correres, para ires ao cinema, ao teatro, para fazeres aquelas coisas que realmente te fazem sentir VIVO e Feliz.

 

Nos dias de hoje e em virtude muitas vezes da nossa carreira, do nosso "sucesso", desprezamos esses momentos sem perceber na altura que são esses mesmos momentos que nos vão dar forças e motivação para TUDO o resto...

 

Além que estamos a colocar o controlo da nossa VIDA em algo que não controlamos...

 

As TUAS Perguntas poderosas para esta semana:

 

- quando foi a última vez que parei para pensar no que é verdadeiramente IMPORTANTE para mim?

- o que já perdi? o que estou a perder? o que vou perder ainda mais por isso?

- que decisão posso tomar já HOJE, agora? quando posso fazer essa decisão acontecer

- o que vou ganhar com esta nova decisão? com esta nova ACÇÃO?

publicado por lifecoaching às 09:03
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Jorge Coutinho

Results Coach e Neurostrategist, Practitioner em PNL, Hipnoterapia e Time Line Therapy e Master Trainer em Coaching. É Membro da comunidade Anthony Robbins sendo actualmente o primeiro e único Senior Leader desta organização em Portugal. Instrutor de Firewalking.
Membro do ICF (International Coach Federation). Criador do Workshop de Desenvolvimento Pessoal “SIM, TU Podes!”.
Licenciado em Gestão com Pós-Graduação em Sales Management. Co-Fundador e Partner da BeCoach, empresa de Business Coaching que actua na área de Coaching de executivos e alta performance em liderança empresarial.
Como lema de vida adoptou para si a frase de um dos seus ídolos: Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo,mas podemos sempre recomeçar e fazer um novo final.Ayrton Senna


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